Mostrando postagens com marcador Kunn-Vers AndO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kunn-Vers AndO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Escrivaninha ou Ninho, como saber?




Quantas imagens pensadas, vistas somente no interior da mente?
Quantos quadros e matizes que ficaram por se eternizar?
Quantos sonhos não vividos?
Quantas rimas inacabadas?
Quantas expectativas frustradas?
Como saber daquilo que te devora alma pelo simples fato de não sê-lo?
Como saber?
Do mal existencial que somente se purga no sonho, na raiva, no torpor, ou quiçá na morte?
O sonho controlado? Incontraláveis desejos...
Toda a verbe que fugidia, que não salta pra folha, fica, se enraíza em pasto, do voo plano do corvo
Pasto fértil, porque não semeado pra florir em outros olhos, e contido em si,
Dentro do que sonha
Por dentro e por fora,
O que não solta, se alastra aos poucos, e o toma e o transforma pasto,
Decifra-me ou devoro-te,
Esse algo que pupula no peito,
que aniquila com o tempo e
que aos poucos controla, e suga a seiva,
A escravinha onde se debruçam os sonhos e palavras contém um ninho de ovos.

Amy, Amy, Amy

Porque apaixonante?
Porque inesquecível?

Voz que evola
Sussurra e agrada
Atinge e desata
Lirismo n’alma

Uma atitude, uma flor, um olhar
Uma nota na eternidade




As árvores morrem, mas ficam de pé


Árvore sempre árvore
Antes semente, em germe
Chuva e terra que alimente
Broto e tempo novo
Mas sempre árvore

Renovo de muda
Que muda de solo
E sempre fala
Daquilo que é, enfrenta e rebate
Árvore sempre árvore

As flores chegam
Os frutos nascem
As folhas caem
Memorial dessarte
Árvore sempre árvore

Não se abate
A sombra doa
O alimento vivifica
Árvore sempre árvore

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ad gladium


Chico
Chico Anysio,
Chico Buarque,
Chico que dê pra tanto cuore,
Chico Mendes, sem palavras
Chico César da mamma África,
Chico Cuoco, no cuco do palco
Francisco francese,
Velho Chico nas águas ribeiras do Brasil,
Francesco D’Assisi, pastoril
Chico do Jão Grilo,
Chico Estrela no gol,
Chico Formiga santista,
Chico de Goya,
Chico Homem de Melo, São Paulo Sol e Lua...
Chico Injuriado, pô
Chico Lang também,
Chico pra sonhar...
Chico, Ou o país da Delicadeza Perdida
Chico Pinheiro na tv
Chiko Queiroga, na madrugada
Chico Rey sertanejo
Chico Science, saudades
Chico Teixeira, o do Renato
Chico Uejo oriental
Chico Viola sem igual
Chico Xavier,
Chico Whitaker,
Chico
Chico que dê pra tanto cuore,



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Avvertenze du tense

Na porta aberta
que passam e saem,
do toilette,
o quê pixam reinvindica e grida

sem ou com camisinha?
com ou sem amor?
sem ou com história?
com ou sem torpor?

nos painéis claros,
artigos escuros,
nos vãos nos anfiteatros,
o spray colore nosso mundo,

meu desenho da Amy,
etiqueta do Mickey,
arte do Mahinga,
sorriso do Dábana,

no trampo o Klédss
o riso tá certo,
il calcio estourou,
minhas tabelas de Excel,

Ciclame,
sem reclames,
colore meu ar,
Vida noir


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dopo la scuola... la vita.

Figura do trem
Partida,
Partida pra chegar
Tem força

É certeiro
traz novidades
veio forte, veio pra ficar

Traz dissabores
como o tempo
vem forte,vem pra ficar

Queima lavouras, leva pessoas
Leva lavouras, queima pessoas
Do verde pro cinza
No entrelugar
veio forte, veio nos troles

Nas lembranças dos que foram
Mãos maduras, mentes maduras
Mãos,quitandas e doces
Rastro atrás no tempo

terça-feira, 10 de abril de 2012

Breve.
Passado sem remorso.
Sem medo para o futuro.
Vou bordando minha vida, meus sonhos.
Na trama que não desanda.
Na música, que tem que ser italiana.
Na pesquisa da lida.
Na alvorada, a despedida
da casa, do conforto começa o dia,
No ponto, o sol, a luz o calor,
O beijo da amizade revivida,
O papel que voa dentro da gaveta
O computador que espera
O café na chaleira
Tardes de Araraquara.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

La figlia di Efesto e il principe nella campana di vetro.

Nascida na época dos ventos,
Para a terra da chuva fina e miúda,
A tez branca como a lua,
Na primeira hora do último dia,
A filha de Hefesto,não pode chorar...

Sete seu número, no seu nome, na sua sina, 
Inicia a Grande trajetória,
Contínua vivida,
Pelo vento enlevada,
Saíu da neblina morada,
A filha de Hefesto, que não pode chorar...

Que como quê, diz e aponta, o destino
Na terra do sol a nova morada
A filha de Hefesto, que não pode chorar,

>> :') continua

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As aves do céu...também tem suas perdas...

Agudos que se desfazem,
O jão de barro sem sua casinha,
o beija-flor sem sua florzinha
A inefabilidade de nossas vidinhas,

O pica pau sem madeira,
O ninho que cai depois da chuva,
A águia da metáfora destroçada quarentona,
O príncipe sem trono, a andorinh que avoa...

A galinha de aviário no cardápio do domingo,
A pata da lagoa, cisne que não voa,
O ganso e o foie gras,
Hum, o chester de Natal...

O papagaio que morre depois da morte da vó
O periquitinho na gaiola, cuidados
O pardalzinho na cantina, coitado,
Bateu na parede o sabiá da tardezinha

A calda do pintassilgo e o meu pansar, quanto comprimento
Cumprimento, limitação
Eu queria voar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Hoahsys Tropical

Eu quero Mário em mim,
imaginação,
a lágrima do Selton,

Eu quero Mário em mim,
veia, ossos e pulsção
coração, vida, literatura e emoção,

Eu quero Mário em mim
minha ilusão
um abraço no Trianon,

Eu quero Mário em mim
o Paissandú, o Mam, uma açucena,
Ver meu amor sorrir em Moema,

Eu quero mais,
a pedra lapidada dentro da Paulícéia
Ele não cabe na lápide,

Eu quero o Mário em mim
pra encontrar o Graal Paulista,
uma taça de vinho no Bixiga

Eu quero o mar em mim